A descoberta de Eldran

No início da criação existiam os deuses primordiais, seres cósmicos de imenso poder. Da união de seus poderes, deram origem ao universo e a toda energia nele existente. 

No entanto, o universo permaneceu frio e vazio. Antes de se retirarem para um sono eterno, eles decidiram criar vida e entregaram-na aos seus filhos, os Deuses Soberanos, destinados a povoar e moldar o vasto universo.

Zeus, Rá, Odin e Sucellus tinham poderes e ambições distintas, e logo surgiu uma rivalidade. Mas dada a vastidão do universo, os conflitos que surgiram pareciam insignificantes.

Ao longo de milénios, os Soberanos envolveram-se numa busca incansável por um planeta digno de ser o lar dos deuses. Foi então que a deusa Sucellus, com seus poderes únicos, descobriu Eldran, o Planeta Primordial, uma fonte incomparável de energia vital, essencial para a prosperidade da vida.

Sucellus ficou surpresa com o que viu. O Planeta Primordial exalava uma energia quase infinita, diferente de tudo que ela já havia testemunhado. Era um verdadeiro paraíso, onde a vida prosperava com facilidade.

No entanto, o caos logo se instalou. A notícia da descoberta de Eldran se espalhou entre os Soberanos, despertando ambições e disputas pelo planeta.

Eldran, antes visto como um vislumbre do paraíso, rapidamente se transformou em um campo de batalha. Os Soberanos lutaram entre si, assim como os seus seguidores, numa guerra que durou muitos séculos.

O destino de Eldran estava à beira do abismo, assim como a vida do universo, que estava prestes a ser aniquilado pelo fogo de uma guerra divina onde não haveria vencedores, apenas morte e destruição.

Eldran parecia sem esperança, mas uma descoberta inesperada mudou para sempre o seu destino. No auge do caos e da destruição, os Soberanos compreenderam a verdadeira natureza da fonte de poder concentrada em Eldran. A revelação trouxe uma nova perspectiva para a guerra divina, provocando uma pausa no conflito.

Com o tempo, um acordo de paz foi alcançado entre os deuses soberanos e seus reinos, mas eles se recusaram a deixar o planeta. Diante disso, foi estabelecido um acordo de convivência. Cada deus soberano e seus seguidores foram designados para ocupar uma região específica de Eldran, onde poderiam governar seus próprios reinos e povos.

Assim, Eldran tornou-se palco para a coexistência dos deuses, e um equilíbrio frágil, mas necessário, foi estabelecido para preservar a paz no Planeta Primordial. Muitas raças morreram no conflito e os poucos sobreviventes começaram a habitar o planeta. Com o passar do tempo, o cruzamento entre as raças restantes deu origem aos humanos, que se destacaram e proliferaram. 

Dado o acordo de paz entre os Soberanos, os Deuses não interfeririam no curso da vida, permitindo que a vida evoluísse naturalmente no planeta. Porém, a ambição dos deuses será sempre o maior desafio neste frágil acordo, e chegará o momento em que caberá aos mortais desempenhar o papel de verdadeiros heróis.

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